domingo, 21 de setembro de 2008

Começando do começo

Bão, deixa eu contar a história do meu neném até aqui, pra registrar minha experiência e seguir em frente do ponto em que estou agora.

Em dezembro do ano passado, cheguei à conclusão de que era a hora de interromper a pílula e "deixar acontecer". Mas não pensem que esta decisão foi assim "facinha"... Impressionante como é difícil o simples ato de parar de evitar. Me fez perder muitas noites de sono, como se dali pra frente minha bomba-relógio começasse a contagem regressiva hahahahaha!!

Acho que ainda foi mais difícil porque eu tomava Diane 35 há mais de 10 anos, pra controlar meus ovários com micro-cistos. Sem a pílula meus ciclos eram loooongos... E foi exatamente o que aconteceu logo que eu parei de tomar, em janeiro. O primeiro ciclo só veio em fevereiro - 60 dias – e depois só em abril – 80 dias!! E eu tentando ser organizada, fazendo uma agendinha pra registrar sintomas e tentar encontrar o tão sonhado período fértil... Haha!

Acabei concluindo que num ciclo de quase três meses, a gente teria que ser muito bom de mira pra acertar o bendito dia da ovulação... E não é que a gente acertou? Hahahahaha!! Vai entender!!!

Mas antes disso eu fui à minha médica antiga, a Doutora Eliene. Procês terem uma idéia, foi ela que induziu a ovulação na minha mãe, pra vir o meu irmãozinho caçula... Que hoje é advogado. Faz as contas aí!! Afff!!

Saí de lá com todas as instruções pra fazer a indução com Clomid. Só faltava a marvada descer pra começar. E meu ciclo já ia com mais de 50 dias, sem sinal de TPM. Por conta disso, a médica também recomendou a progesterona pra fazer descer mais rápido.

Só que eu tava de viagem marcada pra Maceió... Cê acha que eu queria menstruar? É ruim, hein!!! Larguei o remédio em casa e fui curtir as lindezas de Alagoas em pleno mês de agosto!

Lá aconteceu algo que nunca me acontece. Passei muuuito mal. Claro que todo mundo associou à comilança da viagem, sol, cerveja, etc... Mas aquilo me pareceu esquisito, porque o enjôo terrível passava e voltava sem explicação. Entre um e outro eu curti a praia, mergulhei até de cilindro, uma delícia! E de repente a pressão caía e eu ficava horrível de novo. E não podia olhar as pessoas comendo que queria morrer!! Como assim??? Já tive aversão à comida depois de passar mal, mas àquele ponto eu nunca tinha chegado!



Entre um enjôo e outro, mergulho em Maragogi!!

Fomos até numa “sucaria” fofa, pra tentar tomar um suquinho e comer algo light, mas eu só consegui tomar suco de maçã com melão, que eles nem tinham no cardápio e inventaram na hora pra atender a cliente louca!! E o sanduíche lindo de ciabatta com franguinho... Foi pro porteiro do hotel. Não consegui encostar nele. E quem me conhece sabe que, pra eu rejeitar comida, a coisa deve ser séria mesmo!

Chegando em casa, lasquei um belo teste de tirinha, pois a esta altura já tinha ficado com uma pulguinha atrás da orelha. Aliás, eu sempre tinha testes em estoque, justamente pra não ficar de neura besta. Quando batia a suspeita, era só xixi, listrinha solitária e vamos em frente com a vida.

Comecei a tomar a progesterona e fiquei esperando descer a mocinha, pra poder usar o Clomid e resolver logo esse treco de engravidar.

Passou uma semana, nada. Liguei pra médica e ela disse que às vezes demorava mesmo. Mas eu já estava com cólica e dor de cabeça há dias. Sem contar no sono absurdo, que normalmente eu tenho mesmo antes de menstruar.

Dia 01 de setembro, segundona, acordei e disse pro Marco que ia fazer outra tirinha. Ele disse que eu tava doida, que tinha feito outro dia mesmo. Mas eu insisti. Minha tranqüilidade valia mais que 4 reauzinho...

Ele foi escovar os dentes pra ir trabalhar e eu parti pra minha rotina de xixi, listrinha solitária... Só que dessa vez ele tava assistindo tudo. E começou a dizer que o teste estava errado, que aquela listra era grossa demais.

Eu, que nem tinha colocado minhas lentes ainda, virei o teste pra conferir e tive um choque. Mesmo sem lente, às 6 e meia da manhã, eu pude ver com clareza duas listras grossas e muito nítidas. E não tinha passado nem um minuto do teste ainda.

A vida é louca mesmo, né? A gente passa meses imaginando como vai contar pro marido que ele será papai, milhões de idéias passam pela cabeça... Menos esta, de descobrir juntos, eu sentada na privada e ele escovando os dentes hahahahaha!! Que anti-romântico!

Mas o fato é que meu feijãozinho já tava lá desde o fim de julho. Já conhece Maceió e nos pegou de calça curta, mesmo com tanto planejamento e com todo o meu estoque de tirinhas...

E eu vou parar este post, porque ta grande pra dedéu já!!
Depois escrevo sobre nosso primeiro US e as primeiras 5.417 dúvidas destes vinte dias de “gravidez consciente”!!

Ufa!!!

Beijos procês!

Um comentário:

Ely disse...

Os planos de Deus em nossas vidas são divinos mesmo...Aguenta coração...e vamu que vamu...que a caminhada é longa e passa rápido...hehe
Bjus procês

 

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